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Entrevista com o Mestre dos Mortos.

E ai pessoal! Como vão vocês? já imaginaram como seria uma entrevista com um dos seres mais sombrios do submundo? O que passa pela mente desse morto-vivo que se alimenta das almas dos vivos? Ele já possui uma Legião enorme de seguidores e agora vocês vão finalmente ter a chance de conhecê-lo um pouco melhor. Cliquem e embarquem nessa aventura, mas tomem cuidado, pois esse caminho pode não ter volta…

Notsgnal

Repórter em ação.

Entrevista com uma bicha má o Mestre dos Mortos.

Realidade alternativa – Série de entrevistas #1

A porta da cela se abriu, imundando tudo a minha volta com uma luz forte que se tornara árdua aos meus olhos desacostumados. Cobri meu rosto com os braços enquanto tentava desesperadamente voltar para a escuridão.  “Vamos, Notsgnal. Sua entrevista com Dage tem que estar pronta amanhã”.

Esta era Alina. Eu havia esquecido da entrevista que eu tinha que administrar. O tempo que se passa na prisão é desesperador.  Eu devia ter marcado para entrevistar Dage ontem ou três semanas atrás. Pelo que eu soube, a entrevista inteira não passaria de um pesadelo angustiante.

Prison

Pisquei os olhos rapidamente para me adaptar a luz. Um saco de batata, era a única coisa que me autorizavam a vestir. Alina vinha com seus guardas que empunhavam as correntes que prendiam meus pés e mãos. Eles me forçavam a seguir por aquele laboratório subterrâneo com aqueles bastões elétricos. Alina está dizendo algo, mas era impossível ouvi-la com o barulho da cachoeira que ocultava a entrada secreta do laboratório. Eu perguntei o que estava acontecendo, mas acabei recebendo um golpe do guarda. Eu não tinha autorização pra falar, a menos que mandassem. Meu estômago resmungou quando passamos pela Infinita Fonte de Fondue de Chocolate. Já fazia um mês desde a ultima vez que eu havia comido algo. Os ratos que eu conseguia capturar acabavam se tornando minha refeição. Nós finalmente passamos pelo buraco de minhoca que leva ao escritório sobrenatural de Dage. Tudo ficou escuro… Quando minha visão retornou, eu estava sentado em uma longa mesa, e bem a minha frente estava ele, Dage. Na cabeceira da mesa, estava Yorumi, discutindo política com sua espada.

DageDnpic

“Você está pronto para fazer isso?” Perguntou Dage.

Eu avistei um gravador na minha frente. Apertei o botão para iniciar a gravação e rezei para que eu me lembrasse de todas as perguntas que eu devia fazer. A punição para o fracasso era terrível só de pensar.

Como é que se originou seu personagem?

Bem, quando eu era criança, eu estava realmente inspirado por Hades do filme Hércules. Você deve conhecer, aquele cara com o cabelo azul flamejante? Tudo começou com isso, e, obviamente, há o Lich King de Warcraft. Ele realmente teve grande influencia na criação doo meu personagem. Mas eu não queria apenas copiar o Rei Lich, então acabei fazendo meio que uma mistura com Hades.

De onde vem o nome Dage the Evil (Dage o mal)?

Na verdade, foi criado em um gerador de nicks de Final Fantasy 11. E desde então eu tenho usado esse nick. Isso já faz algum tempo, não tenho certeza quantos anos.

Então, essa é sua marca online?

Bem, tudo começou como uma simples marca, e, depois de um tempo, tornou-se muito mais que isso … (Ele faz uma breve pausa). Você sabe, todos temos uma segunda personalidade dentro de nós mesmos. Dage se tornou essa segunda personalidade.

De onde você tira sua inspiração em termos de desenho?

É algo que eu fui pré-programado para fazer. Eu repentinamente tenho impulsos onde as ideias começam a surgir na minha  mente e eu começo a desenhar e minha cabeça só para quando essas ideias vão para o papel.

Como você encontrou AE?

Eu não tenho 100% de certeza, mas acho que começou com várias pesquisas pela internet por puro tédio. Eu finalmente me deparei com o site do Adventure Quest. Quando eu comecei, eu só joguei por cerca de 30 ou 40 minutos, e parei para voltar um ano depois e aquilo começou a me atrair. Isso me lembrava um Final Fantasy 2-D. Na época, não havia nada parecido.

Eu posso ser um mod?

Não.

O que você fazia antes de entrar para AE?

(Suspiros) Eu realmente não fazia muita coisa. Eu trabalhava em Abercrombie e Fitch, que era um belo beco sem saída. [Trabalhar lá], eu descobri que eu não tinha paciência para nada, exceto fazer arte. Quando eu chegava ao trabalho era como se eu estivesse sendo parafusado Eu simplesmente não conseguia me manter focado naquilo. Acabei me demitido do emprego e obviamente não foi para trabalhar (Risos). Eu estava indo para ir para o exército, porque, você sabe, a faculdade não estava funcionando, e eu tinha que ganhar dinheiro. Imaginei que o exército era a única alternativa. Mas depois eu descobri que era daltônico e acabei tendo problemas para arrumar emprego. Eu não poderia mesmo ser de infantaria básica. Ao mesmo tempo porém, eu havia recebido uma oferta de Artix, porque eu estava fazendo trabalho voluntário para AQW por algum tempo fora da minha casa, em Houston. Então eles me trouxeram até aqui para ver se eu acharia isso melhor do que ir para o exército. Eu e meu pai tivemos uma conversa: Se AE não desse certo depois de um ano, eu voltaria a fazer a coisa toda do exército. Claramente, eu fiquei. Foi a melhor coisa que já me aconteceu.

O que você mais gosta de fazer aqui?

O ambiente é perfeito para ser criativo. É tão aberto. Eu realmente não me sinto pressionado. Eu não tênho chefes horríveis respirando no meu pescoço me mandando fazer um milhão de tarefas. Sinto-me a vontade para ser criativo. Eles me dão liberdade para entrar de vez no mundo da arte.

Quando você era mais novo, fazia ideia do que queria ser quando crescesse?

Quando eu era mais novo, eu já queria me envolver com algo relacionado a arte. Inicialmente eu queria ser arquiteto, porque eu tinha grande afeição por Lego também e ali surgia a oportunidade de criar algo real. Eu pensei que talvez fosse realmente seguir com arquitetura, mas quando comecei a jogar Diablo II aos 12 anos, tudo isso começava a desaparecer da minha mente. Toda a armaduras, e os equipamentos e todas as coisas que você poderia encontrar: eu tinha que desenhar essas coisas. Eu tive que desenhar todas as variações de diferentes armaduras. Acho que você poderia dizer que não era o lugar onde o meu amor por equipamentos de desenho veio.

O que te inspirou a trabalhar com Flash?

Eu nunca havia sentido interesse para pesquisar sobre isso. Eu costumava imitar o estilo AQW através de photoshop usando a ferramenta de linha, e eu achava que estava usando o Flash. Acontece que eu estava zombando dele. Eles se ofereceram para me levar para a equipe de desenvolvimento e utilizar Flah, mas eu não tinha ideia de como. Peguei flash no trabalho. J6 me deu uma introdução de como utilizar aquilo por cerca de 2 semanas e daí em diante eu passei a usar o Flash.

Fora do trabalho, você sai com outros membros da AE?

Você sabe, eu sou realmente uma pessoa muito anti-social. A arte tem me transformado em um eremita, então infelizmente não. Eu gostaria, mas há certo nervosismo, tipo, eu tenho que voltar para a arte e não há tempo para sair com outras pessoas e… Eu não sei. É como se eu estivesse acorrentado a arte de desenhar.

Quanto tempo você passa em média trabalhando?

Eu passo cerca de 8 horas por dia trabalhando com Flash, 5 dias por semana. Na maioria das semanas, eu vou desenhar todos os dias depois do trabalho. Eu entrei em uma espécie de rotina, mas eu costumo tentar obter de 3 a 5 horas para desenhar ou pintar no computador, então, são cerca de 13 horas por dia de arte.

Uau.

Sim, eu não paro. Exceto para o fim de semana, eu tento não desenhar nos fins de semana. Tenho uma vontade enorme de desenhar, mas eu sei que não é certo. É uma espécie de vício, de verdade.

Se você pudesse dominar uma habilidade diferente, além de arte, qual seria?

Combate com espadas.

Combate com espada?

Sim, eu realmente tenho um grande interesse em duelos. Na verdade, eu tenho uma academia de ginástica baseada em duelos de espadas. É mais como uma espécie MMA do gênero.

Duelos de espadas MMA. Isso é hardcore.

Sim, isso é a única coisa ruim sobre a arte. Eu tenho algumas outras coisas que gosto de fazer além da arte. Mas não posso porque esse vicio me mantém fixo a vontade de continuar desenhando.

Você já conheceu os membros da equipe AE offsite?

Bem, se eles aparecem pelo escritório para uma turnê, então sim. Há alguns dos fãs que eu até saio com se eles estão perto. Como Laiken. De vez em quando eu vou me encontrar com ele.

Você aprende coisas com os jogadores assim como eles aprendem com você?

Claro. Eu recebo uma tonelada de feedback deles que eu tento trabalhar em meus projetos. Eu não posso simplesmente estar criando apenas o que eu quero. Se eu fizer isso, vou acabar sempre fazendo coisas iguais e atraindo um público menor. Eu tento atender a todos. E isso meio difícil de fazer, porque você tem que atender a todos com, tipo, 2 conjuntos por semana. Mas sim, eu levo em consideração o que os jogadores tem para mostrar.

O que você pretende fazer com Dage no AQW no futuro?

Eu realmente gostaria de fazer mais com sua história. Eu não sou o melhor artista de fundo, então tem um monte de coisa que eu quero criar para mostrar aos jogadores mais não consigo colocar em prática. Meu cérebro está focado apenas em criar novos equipamentos e coisas do tipo sabe, é como se nada além disso surgisse.

Qual é sua saga favorita do AQW? E a sua versão preferida do AQW?

A Saga Carnax costumava ser uma grande motivação para mim por um tempo muito longo. De AQW, provavelmente a saga Desoloth, porque eu tive bastante relação com a criação da saga e do material. Além disso, os dragões foram incríveis. Eles não eram, dragões comuns que você vê o tempo todo. Eles foram concretizações de um determinado elemento. E Desoloth, quando tudo veio junto … (sorri). E isso foi num momento em que eu descobri algumas novas técnicas artísticas que foram realmente úteis para fazer as coisas muito mais rápido. Acho que eu conseguir criar 6 armaduras, o Desoloth, e todos os outros dragões em, tipo, duas semanas.

Se você não estivesse trabalhando na AE, o que você estaria fazendo? Eu sei que isso já foi respondido em perguntas anteriores.

Sim, mas, ao mesmo tempo, eu ainda estaria fazendo arte. É isso que eu gosto de fazer. É claro que existem outros lugares lá fora e outras opções. Mas eles não estão no meu foco. Eu gostaria de ficar com AE, tanto quanto possível.

Você tem idéias que não são implementadas no jogo?

Oh, muitas. Mas isso faz parte do trabalho. Algumas vão para o jogo, outras não.

Qual é a sua comida favorita?

Uh, eu teria que dizer que Sushi. Eu gosto de experimentar coisas estranhas, quanto mais estranho melhor, sabe, coisas que ninguém quer comer.

Você pode me dar um exemplo?

Lesmas do mar e coisas assim. Eu tenho um hábito esquisito de querer comer as coisas mais estranhas possíveis. Eu também adoro o Andrew Zimmerman Show, onde ele percorre o mundo comendo todas aquelas comidas estranhas.

Que programa é esse? É homem versus comida?

Bem, Homem versus comida e hmm… Você sabe  qual é Yorumi?

(Do outro lado da sala) Saber o quê?

Em qual programa o Andrew Zimmerman come as comidas mais estranhas do mundo.

Eu não faço ideia. Eu sei que da sopa, mas eu não sei o nome.

Está bem.

O que você faz pelo escritório que você consideraria incomum?

De vez em quando eu ando por aí com uma armadura, ou com uma espada. Qualquer arma que eu possa alcançar por aqui eu costumo carregar. Bom, eu vou ter um duelo daqui a 5 minutos.

Um duelo? Com quem?

Zazul. Ele é muito louco nos duelos.

Bem, essas são todas as perguntas que eu e os jogadores temos para você. Obrigado pela atenção.

Sim. Estou muito curioso para ver como você vai reagir a isso.

(Nós terminamos a entrevista pelo fato do entrevistador ter se colidido com o punho de alguém.)

Minha visão mais uma vez ficou preta. Estou de volta em minha cela, acordado pelos choques insistentes dos guardas. Alina acena com a cabeça em sinal de aprovação aos meus gemidos de dor. “A entrevista foi excelente. Tão bem feito, de fato, que eu estou pensando em fazer mais nas próximas semanas.”

É uma armadilha. Se eu responder, os inquisidores vão me eletrocutar por falar sem permissão. Se eu não fizer isso, eu vou ser obrigado a continuar com as entrevistas. Eu mantenho minha boca fechada. Pelo menos eu tenho a chance de ter sucesso sem punição conseguir me livrar da Alina. Depois que saem, eu pego uma figura de ação Artix que estava escondida em meu saco de batatas. Consegui pegar uma versão com defeito do lixo do armazém sem que os guardas percebessem. Eu esfreguei ele sobre o chão de pedra áspera vigorosamente para afinar o plástico em uma ponta. Isso facilitará na minha caça aos ratos. Eu não vou passar fome por hoje.

BC

É isso ai pessoal. Pelo que entendi parece que Alina pretende fazer muito mais entrevistas como essa. Apesar do Dage ser o entrevistado, eu me interessei muito mais pela história do entrevistador. Enfim, deu um trabalhão traduzir esse negócio, espero que tenham gostado e até a próxima.

About NIGHTM4RE

The nightmare has just begun.

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